Rodrigo Piva, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CRMV-MS) esteve reunido com Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, na terça-feira (27) em Brasília. Em pauta esteve o cumprimento do Plano Nacional de Imunização (PNI) onde os médicos-veterinários fazem parte dos profissionais da saúde, portanto devem estar no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19, bem como o esclarecimento do Ofício Circular Nº 57/2021/SVS/MS.

Piva destacou que em Mato Grosso do Sul, a maioria dos municípios têm vacinado os médicos veterinários, porém alguns estão usando o Ofício Circular Nº 57/2021/SVS/MS, como entrave ao pleno atendimento do PNI.  O envio do ofício circular pelo Ministério às Secretarias e Conselhos de Saúde gerou um equívoco de interpretação e levou esses municípios a dificultarem ou até excluírem o médico veterinário da ordem do grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19. “No MS os veterinários têm recebido as doses da vacina, porém alguns municípios tem se baseado erroneamente nesse documento excluindo os veterinários do grupo prioritário. Meu objetivo neste encontro com o Ministro da Saúde é solicitar o esclarecimento desse documento, pois não só os profissionais do MS têm sido prejudicados, mas de todo o território nacional”, pontuou.

Marcelo Queiroga reforçou que os médicos-veterinários fazem parte do grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização (PNI) e comprometeu-se em analisar a documentação entregue pelos dirigentes dos Conselhos Regionais. “A Secretária de Vigilância em Saúde vai analisar a demanda e em breve teremos uma resposta definitiva em relação ao que foi pleiteado, podendo inclusive termos uma nota técnica sobre a vacinação dos profissionais de Medicina Veterinária”, afirmou o Ministro da Saúde.

Além de Rodrigo Piva participaram da reunião no Ministério da Saúde os presidentes dos CRMV’s de outros estados: Lisandra Dornelles (RS), Rafael Costa (GO) e Roberto Renato da Silva (MT).

“Não queremos passar os médicos veterinários na frente de ninguém, porém, queremos que nosso direito enquanto profissionais da saúde seja respeitado, como garante o Plano Nacional de Imunização e a Resolução nº 287 do Conselho Nacional de Saúde”, finalizou o presidente do CRMV-MS.

Ascom CRMV-MS