O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) lança hoje (6) o Seres – Banco de Conhecimento da Medicina Veterinária e Zootecnia. Trata-se de uma plataforma de Ensino a Distância (EaD) de acesso gratuito, e aberto para profissionais, educadores, estudantes e demais membros da sociedade. O site é colaborativo, isto é, permite que entidades parceiras, médicos veterinários e zootecnistas registrem e compartilhem conteúdo pela rede. No seu lançamento, Seres já conta com um acervo de mais de 2 mil objetos de aprendizagem, entre artigos científicos, vídeos e imagens sobre diversos temas.

 

O objetivo da iniciativa é transformar, organizar e facilitar a distribuição do conhecimento da Medicina Veterinária e da Zootecnia, fornecendo uma ferramenta complementar de educação que pode ser moldada e acessada de acordo com as necessidades do usuário.

O presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, afirma que essa é uma demonstração inequívoca que o CFMV tem com a coletividade e, em especial, com os médicos veterinários, zootecnistas e acadêmicos. “Trata-se de um instrumento que preencherá as lacunas existentes na formação profissional, oportunizando conhecimentos mais profundos e específicos de vários assuntos que dizem respeito às profissões”, afirma Arruda.

A proposta é oferecer aos estudantes e profissionais acesso a uma vasta seleção de conteúdo complementar àquele ensinado no curso de graduação, dando a oportunidade de médicos veterinários e zootecnistas de todo o país ampliarem seu conhecimento a respeito dos temas mais modernos. Como a plataforma está em constante construção, ela será sempre atualizada de acordo com a evolução da Medicina Veterinária e da Zootecnia.

“O CFMV dá exemplos de cidadania, socializando o conhecimento e demonstrando transparência em suas atividades. Vamos rompendo caminhos nunca antes palmilhados, mostraremos que é possível um mundo melhor, mais participativo. Estamos trabalhando!”, afirma o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda.

O secretário-geral do CFMV, Marcello Roza, ressalta que o banco não tem o objetivo de substituir o ensino tradicional. A intenção do Conselho ao criar a plataforma é disponibilizar um canal para o constante aperfeiçoamento do médico veterinário e do zootecnista, de acordo com os seus interesses profissionais. “Existe a preocupação do Conselho de que todas as áreas que tenham interface com a Medicina Veterinária e a Zootecnia estejam ali representadas”, explica Roza.

No seu lançamento a plataforma conta com cinco cursos produzidos pelo CFMV e de acesso gratuito aos profissionais registrados no sistema CFMV/CRMVs: Responsabilidade Técnica (RT) em Animais Selvagens; RT em Sanidade na Piscicultura; RT em instalações animais; e dois módulos de Medicina Veterinária Legal. No futuro, esse catálogo deve ser expandido com a inclusão de cursos criados pelos próprios usuários e parceiros por meio da plataforma colaborativa.

“Essa é uma maneira de complementar o ensino tradicional, sobretudo em áreas que são muitas vezes pouco vistas ou mesmo não abordadas em alguns cursos de graduação. Como o Conselho está sempre atento ao dia a dia das nossas profissões, identificou áreas onde há uma carência bastante grande de acesso à informação, e resolveu fazer um investimento de maneira que todas as áreas estejam bem representadas no Banco de Conhecimento”, conta o médico veterinário.

Fonte de pesquisa

Por meio do Banco de Conhecimento os usuários terão acesso a uma fonte de pesquisa e estudo confiável e dinâmica, que estimula o aprendizado contínuo sob um ponto de vista voltado para a promoção da saúde e do bem-estar. “É um local único onde se pode acessar a informação de maneira extremamente ordenada e estratificada”, descreve Marcello Roza. “Quando você acessa o Banco do Conhecimento, você acessa informação que já foi sistematizada. Muitas vezes, quando você usa mecanismos de busca comum encontra muita informação, mas não sabe a qualidade”, compara.

Seres oferece uma fonte confiável de conhecimento, com autores e fontes devidamente identificados. A plataforma também permite que o conteúdo seja discutido e enriquecido de acordo com a participação dos usuários, que podem acessar os objetos de aprendizagem pelo sistema didático do Seres, fazer o download do material ou até mesmo compartilhar o conteúdo por meio das mídias sociais.

O sistema é colaborativo, será continuamente construído com a ajuda de educadores e profissionais. De uma forma simples e intuitiva, os usuários poderão inserir objetos de aprendizagem na plataforma e organizá-los em painéis ou cursos diferentes ou, ainda, disponibilizar o uso desse material em conteúdos criados por outras pessoas. Dessa forma, um mesmo objeto pode ser cominado e acessado em diferentes contextos educacionais, construídos pelos próprios usuários.

 

Seres

O nome escolhido para representar o Banco do Conhecimento representa a pluralidade das espécies e é também um palíndromo, isto é, pode ser lido da mesma forma no sentido natural ou de trás para frente. Essa palavra dinâmica representa os diferentes sentidos da informação, e como ela se integra ao todo.

Conheça seres.cfmv.gov.br

Fonte CFMV (matéria acessada em 06/03/17)