O artigo –  escrito por Christa A. Gallagher, uma professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Ross –  foi publicado esta semana no site da Fox News. A matéria logo repercutiu no mundo veterinário.

Com argumentos, dados e informações, Gallagher afirma que a Casa Branca quer fortalecer as defesas antiterroristas dos Estados Unidos (EUA) e, por isso, está convocando um novo conjunto de agentes especiais: médicos veterinários.

“Quando a maioria das pessoas pensam em segurança nacional, os médicos veterinários não vêm em mente, mas eles desempenham um papel vital quando há ataques bioterroristas em alimentos nos EUA. Se terroristas criassem pragas para destruir colheitas ou doenças de origem animal, como a gripe aviária, poderiam causar um sofrimento humano e econômico incontestável’, diz o artigo da Fox News.

O texto relata também que, durante décadas, os médicos veterinários trabalharam – muitas vezes nos bastidores –para conter doenças mortais transmitidas pelos animais. Três quartos (3/4) das novas doenças humanas emergentes são de origem animal. “Os veterinários são responsáveis por identificar e mitigar essas doenças zoonóticas” explica Gallagher.

O artigo alerta sobre a vulnerabilidade da América em relação aos ataques. E, para impedi-los, o presidente Donald Trump acaba de assinar um projeto de lei que dá mais poderes e recursos ao Departamento de Segurança Interna (DHI) e reconhece que a saúde animal, vegetal e humana estão intrinsicamente ligadas, a chamada Saúde Única. Agora, o DHI planeja treinar mais médicos veterinários na saúde pública e construir um laboratório de um bilhão de dólares para pesquisar doenças transmitidas por animais.

“Os veterinários não apenas nos protegem contra doenças transmitidas pela vida selvagem. Toda vez que os americanos comem, com segurança, um cheeseburger, eles podem agradecer aos veterinários. São eles que monitoram os sistemas de abastecimento de alimentos, rastreiam potenciais ameaças e desenvolvem protocolos de segurança”, defende Gallagher

Apesar da opinião da professora mostrar os esforços dos EUA em reconhecer o trabalho dos médicos veterinários, ela invoca uma grande discussão sobre o assunto. Para Gallagher, não obstante a importância e a crescente proeminência dos profissionais na saúde pública, não há médicos veterinários suficiente para atender à demanda. “A escassez existe, em parte, porque a maioria dos profissionais seguem carreiras de pequenos animais. Portanto, não basta treinar, deve-se incentivar os futuros veterinários a exercer funções de saúde pública”, conclui.

Confira o artigo na íntegra, clique aqui.

Fonte CFMV (acesso em 22/08/17)