Nesta quinta-feira, uma tarefa conjunta entre a fiscalização do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas e a Polícia Civil prendeu em flagrante um homem que vinha se passando por médico veterinário e oferecendo serviços à comunidade sem possuir registro profissional, na Zona Sul de Manaus. A prisão só foi possível após uma cliente estranhar os procedimentos adotados pelo rapaz durante consultas a domicílio e denunciá-lo ao CRMV/AM.

Após o flagrante, o jovem de 22 anos foi encaminhado para o 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Segundo a delegada Indra Leal, responsável pelo processo, o ‘falso veterinário’ foi autuado em cinco artigos: falsificação de documento público, resistência, falsidade ideológica, estelionato e exercício ilegal de profissão ou atividade. A pena máxima pode chegar  cinco anos de prisão.

Para agir, ele utilizava o número de registro dos profissionais na área da medicina veterinária, que eram impressos ou carimbados nas carteirinhas dos animais. Com o intuito de não gerar suspeitas, o rapaz divulgava seus serviços através de um site de anúncios na internet. Com o autor do crime foram encontrados um jaleco e uma maleta que possuía agulhas, seringas, medicamentos, soro, entre outros utensílios utilizados no atendimento as vítimas.

De acordo com a denunciante, as suspeitas em relação ao jovem ganharam força após observar que as vacinas aplicadas por ele não possuíam selo com data de aplicação e prazo de validade, sendo elas impressas direto do computador. Outro ponto que chamou atenção foi o fato de que os medicamentos indicados ou ‘doados’ pelo homem não possuíam prescrição médica.

A tendência é de que a investigação realizada pela Polícia Civil se estenda ainda mais, já que um grupo do qual o ‘falso veterinário’ participa tem agido também por aplicativos de celular.

Agilidade e descrição:

Toda a ação foi ‘costurada’ em menos de 48 horas. Após receber denúncia em sua sede, a fiscalização e a assessoria jurídica do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas entraram em contato com o Ministério Público Federal e, na sequência, com a Polícia Civil que decidiu pela ação realizada de forma sigilosa.

Fonte CRMV/AM