A pandemia de covid-19 mostrou que as doenças emergentes impactam além dos setores de saúde pública e animal, afetando de forma adversa quase todos os segmentos, inclusive a economia. Diante desse cenário, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificaram que colaboração entre os setores é a chave para enfrentar os desafios sanitários compartilhados pelo mundo. Para contribuir e melhorar a resposta conjunta dos países às doenças zoonóticas, desenvolveram a Ferramenta Operacional de Avaliação Conjunta de Risco (disponível em inglês).

Pensada para apoiar os países na construção de mecanismos multissetoriais e avaliação conjunta dos riscos na interface humano-animal-ambiente, a ferramenta orienta como configurar um processo conjunto de avaliação de risco nacional e descreve um passo a passo de como conduzir cada componente do processo. Fornece também modelos de documentos para apoiar a sua implementação por funcionários dos ministérios nacionais responsáveis ​​pela gestão de doenças zoonóticas.

Com recomendações sobre monitoramento, gestão e comunicação de riscos resultantes de uma avaliação conjunta, acredita-se que os tomadores de decisão poderão implementar medidas de base científica e alinhar as mensagens de comunicação entre os setores. A ferramenta é um complemento ao Guia Tripartite para o Tratamento de Doenças Zoonóticas nos Países, também em inglês.

Para os organismos internacionais responsáveis pela ferramenta, as doenças zoonóticas têm desafiado significativamente os sistemas globais de saúde, as cadeias de suprimento de alimentos e economias. Por isso, têm demonstrado a necessidade de colaboração duradoura e sustentável de saúde única.

Assessoria de Comunicação do CFMV, com informações da OIE.