Quatorze estados e o Distrito Federal estão na expectativa para obter em maio, durante a assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a certificação de área livre de peste suína clássica (PSC).

A Comissão Científica da OIE aprovou na semana passada o pleito brasileiro que solicita o reconhecimento dos estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins, parte do Amazonas, além do Distrito Federal.

A conquista é resultado de um esforço na área de defesa agropecuária, com a participação efetiva de médicos veterinários, e demonstra a agilidade e seriedade do serviço veterinário oficial do Brasil. O reconhecimento pode representar uma garantia de manutenção dos mercados internacionais para a carne suína brasileira.

Entre as exigências do código sanitário de animais terrestres da OIE para que se consiga a certificação estão as notificações de suspeita de doença hemorrágica ou aumento de mortalidade, melhorar barreiras sanitárias fixas, estabelecer corredores sanitários e barreiras volantes.Atualmente, apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina possuem a certificação internacional, obtida em maio de 2015.

PSC

A doença, causada por um vírus, é altamente contagiosa e tem notificação compulsória para a OIE. Provoca febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, paralisia nas patas traseiras, dificuldades respiratórias e pode levar à morte do animal, causando prejuízos para o agronegócio.

Desde 2015, a peste suína clássica (PSC) passou a fazer parte da lista de doenças de reconhecimento oficial da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), juntamente com febre aftosa, peste bovina, encefalopatia espongiforme bovina, peste dos pequenos ruminantes e peste equina, por exemplo. A partir de então, o reconhecimento de país ou área libre da doença é obtido através de certificação da OIE.

Com a nova regra, a peste suína clássica deixou de ser uma doença de auto declaração para ser de reconhecimento oficial. Na situação anterior, cada país membro poderia declarar seu território ou parte dele como livre da doença. Com a nova regra, os países membros solicitam a certificação internacional à Organização Mundial de Saúde Animal.

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV com informações do Mapa