Hoje, 17 de junho, é Dia da Medicina Veterinária Militar, uma homenagem à data de nascimento do Tenente-Coronel João Muniz Barreto de Aragão. Esse pioneiro, médico de formação, desenvolveu relevante trabalho no combate a zoonoses, em especial, ao mormo. Além disso, criou e dirigiu o Serviço de Defesa Sanitária Animal, embrião do que viria a ser o Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura.

O médico-veterinário que, atualmente, compõe o efetivo das Forças Armadas, das Polícias Militares e do Corpo de Bombeiros nos estados tem atribuições diversas, que vão além de zelar pela saúde e bem-estar dos animais que participam das missões. Em quartéis, unidades militares e operações, esse profissional atua pela qualidade dos alimentos servidos e na defesa biológica, tendo papel decisivo na biossegurança.

O controle de pragas e vetores, das zoonoses e a gestão ambiental, na atuação com espécies silvestres, são outras atribuições dos médicos-veterinários militares. Isso inclui, ao longo da atual pandemia, ações de saúde para a população na prevenção à covid-19.

As missões são árduas, mas Muniz de Aragão foi exemplo e inspiração de integração entre saúde humana e saúde animal. Junto ao cuidado com o meio ambiente, o tripé da saúde única já estava presente nas ações do tenente-coronel, no início do século XX.

Hoje, comemoramos suas realizações como patrono da Medicina Veterinária Militar. Que seu legado permaneça e subsidie muitas gerações de médicos-veterinários de todo o Brasil. Meus parabéns a todos os médicos-veterinários militares e muito obrigado pela oportunidade de convivência e aprendizado.

Francisco Cavalcanti de Almeida, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária