Por Lisiane Cardoso

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) acompanhou nos dias 17 e 18 de junho, em Porto Alegre (RS), a VII Conferência Internacional de Medicina Veterinária do Coletivo.

O evento reuniu cerca de 300 participantes, entre estudantes e profissionais de Medicina Veterinária de diferentes regiões do país, que discutiram temas como Saúde Única e zoonoses, a atuação dos médicos veterinários nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), estratégias para o manejo populacional de cães e gatos, epidemiologia do abandono de animais de estimação, Medicina Veterinária Legal, entre outros.

O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), Rodrigo Lorenzoni, falou sobre a situação do manejo populacional de cães e gatos no estado. Na opinião dele, a solução do problema passa por ações integradas como castração, educação e posse responsável.

“Todos devemos ser protagonistas: poder público, agentes públicos, universidades, entidades representativas – como os Conselhos Regionais – médicos veterinários, além da comunidade em geral”, pontuou.

Foto: Ascom/CFMV

Rodrigo Lorenzoni reforçou a necessidade de seguir as normas previstas na Resolução CFMV nº 962/2010. O documento normatiza os procedimentos de contracepção de cães e gatos em programas de educação em saúde, guarda responsável e esterilização cirúrgica com a finalidade de controle populacional.

“Algumas pessoas fazem a leitura equivocada de que os Conselhos são um problema. Na verdade o Conselho se contrapõe a qualquer ato que não garanta a saúde pública. É importante seguir as normas, apresentar o projeto, garantir a promoção do bem-estar e não colocar o animal em risco”, afirmou.

Representando o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC), o médico veterinário Fernando Zacchi compartilhou com os participantes a experiência no estado.

Foto: Ascom/CFMV

“Na apresentação do nosso projeto ao poder público temos que mostrar que trabalhamos com o conceito de Saúde Única. Se o projeto focar apenas em castração, fica prejudicado, dificilmente terá apoio financeiro. Devemos mostrar que se trata de uma questão mais ampla, envolvendo a saúde dos seres humanos e do ambiente também”, disse.

Integrante da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do CFMV, a médica veterinária Ceres Faraco subsidiou os debates da mesa redonda sobre os desafios da “família multiespécie”  para o clínico veterinário e saúde pública.

“O animal está determinado pelas interações recíprocas entre membros da família e essas são determinantes de comportamentos adaptativos ou não adaptativos”, disse.

Foto: Ascom/CFMV

Na prática

A VII Conferência Internacional de Medicina Veterinária do Coletivo permitiu a apresentação de atividades desenvolvidas por estudantes e profissionais da área. A estudante de Medicina Veterinária da UniRitter, de Porto Alegre (RS), Carolina Ferraz Galo, falou sobre o projeto de incentivo a adoção de cães idosos, feito para a disciplina de Saúde Coletiva.

“É expressiva a diferença entre a adoção de cães idosos; não há interesse. Mas conseguimos mostrar o quanto também é vantajosa e importante essa adoção”, disse Camila.

A médica veterinária Joice Peruzzi abordou a ressocialização de cães com perfil agressor na cidade de Porto Alegre (RS). A ação engloba resgate, protocolo de sanidade, castração, microchipagem, avaliação comportamental e local para manter os animais até adoção, quando possível.

Foto: Ascom/CFMV

A VII Conferência Internacional de Medicina Veterinária do Coletivo foi realizada pelo Instituto Técnico de Educação e Controle Animal (ITEC), com o apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) e da UniRitter.

Saiba mais:  Conferência Internacional de Medicina Veterinária do Coletivo mostra a importância dos médicos veterinários no NASF

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV