04 de abril de 2016

Temas emergentes e desafios da Medicina Veterinária foram discutidos nos últimos dias do I Fórum de Medicina Veterinária do Amazonas, realizado de 29 de março a 1º de abril, em Manaus. O evento teve como objetivo promover trocas de experiências entre médicos veterinários e discutir problemas e soluções para a profissão na Região Amazônica.

O médico veterinário e tesoureiro do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Amilson Said, falou sobre a atuação do médico veterinário em matadouros frigoríficos, incluindo a comercialização e tipificação de carcaças e compartilhou com os participantes a sua experiência na área.

“ O dia a dia do profissional no matadouro, desde a chegada ao estabelecimento, até a inspeção e liberação da carcaça para a comercialização chamou a atenção dos participantes, pois é um tema que ainda não é muito abordado”, afirmou Said.

Além disso, destacou a importância do responsável técnico na área. “Além de acompanhar a parte da higiene sanitária e os programas de práticas de fabricação, muitas vezes são eles que devem elaborar rótulos e etiquetas, por isso a importância de cada vez mais se qualificar na inspeção’”, acredita.

O bem-estar animal foi abordado pela presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Carla Molento, que trouxe questões relacionadas ao comportamento psicológico e físico de diferentes espécies e da influência que estímulos positivos e negativos podem oferecer aos animais.

“Acredito que o bem-estar animal, uma das áreas mais recentes do exercício profissional, tem tudo para crescer. A demanda social é cada vez mais forte e o exercício da Medicina Veterinária e da Zootecnia são, de certa maneira, garantias de que esses quesitos estão sendo considerados nas mais variadas decisões e formas de manutenção dos animais’’, explica Molento.

Já a integrante da Comissão Nacional de Especialidades Emergentes do CFMV, Agar de Pérez, levou ao evento discussões sobre a sanidade na piscicultura e a busca pela qualidade e inocuidade do pescado produzido na região.  como ele é manejado e manuseado antes de chegar ao consumidor.

Em sua visão, a região amazônica tem grande potencial de produção em piscicultura e de inserção do médico veterinário. ”O Amazonas é o reduto destes animais, como o tambaqui e o pirarucu, por exemplo, que são grandes espécies e com vasto mercado de comercialização. Esta cadeia produtiva manejada de forma adequada poderá ganhar novos mercados, produzindo proteína animal de alta qualidade e colaborando com a melhora da renda da população”, acredita Agar.

Também foram abordados, nos dias 31 de março e 1º de abril, o panorama atual na cardiologia em cães e gatos, as principais doenças em peixes tropicais e o controle da qualidade do pescado.

Para Amilson Said, o I Fórum trouxe um resultado muito positivo para a classe, ao possibilitar a atualização de profissionais. “Estamos discutindo uma diversificação de assuntos, o que permite aos profissionais e acadêmicos definir o futuro que querem seguir, servindo melhor à sociedade”, afirmou.

Saiba mais: http://portal.cfmv.gov.br/portal/noticia/index/id/4585

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV com informações do CRMV-AM