31 de outubro de 2016

A aftosa é uma doença altamente contagiosa, que se espalha rapidamente. Os animais têm febre, aftas na boca, nas tetas e entre as unhas, se isolam dos outros, babam, mancam, arrepiam o pelo e param de comer e beber. Qualquer objeto ou pessoa que tenha contato com essas fontes de infecção se torna um meio de transmissão para outros rebanhos. A transmissão para humanos é raríssima.

No Brasil, a doença é um fator que pode restringir o desenvolvimento econômico da indústria animal. Sua presença impõe a adoção de medidas sanitárias no comércio interno e externo de animais e produtos de origem animal. O médico veterinário é essencial para o cumprimento das metas de erradicação da doença no Brasil.

Este mês, a maioria dos estados brasileiros vai se dedicar para ampliar as áreas livres de aftosa no país. De 1º a 30 novembro, acontece a segunda fase da vacinação contra a doença. De acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nos estados do AC, AL, AM, CE, ES, MA, MT, PA, PB, PR, PE, PI, RN e SP, todo o rebanho bovino e bubalino (búfalos) deverá ser imunizado.

Já na BA, GO, MS (exceto no Pantanal), MG, RJ, RS, SE e TO, além do Distrito Federal, a aplicação do dose de novembro é obrigatória apenas para os animais com até 24 meses de idade. A expectativa é que sejam vacinados 150 milhões de animais até o final desta fase.

No segundo semestre deste ano, a etapa já foi concluída na região da Calha do Rio Amazonas e Zona de Proteção do estado do Pará (municípios de Faro e Terra Santa), na divisa com o Amazonas.

Para declarar a vacinação, é necessário que o pecuarista pegue a nota fiscal da vacina com o fornecedor do produto e apresente-a ao serviço veterinário oficial do município junto com a relação dos animais imunizados. Além disso, ele deve ter cuidado com o transporte e armazenamento da vacina, procurando mantê-la sempre na temperatura de 2º a 8ºC para não perder a eficácia.

Mais informações sobre a 2º etapa de vacinação contra aftosa, clique aqui.

Acesse calendário de vacinação contra aftosa do Mapa de 2016, clique aqui.

Saiba mais sobre a aftosa:

Quais os animais que podem ser afetados pela febre aftosa?

Bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos e animais silvestres que possuem casco fendido (duas unhas).

Como a febre aftosa é transmitida?

O vírus está presente na saliva, no líquido das aftas, no leite e nas fezes dos animais doentes. Qualquer objeto ou pessoa que tenha contato com essas fontes de infecção se torna um meio de transmissão para outros rebanhos. A transmissão para humanos é raríssima.

Quais os efeitos da febre aftosa?

A doença pode ser fatal em animais jovens. Os animais afetados não conseguem se alimentar e enfraquecem muito, com perda severa de produção de leite e carne. O principal efeito da doença é comercial. Devido ao seu alto poder de difusão, os países estabelecem barreiras comerciais às regiões onde ocorreu Aftosa, causando sérios prejuízos econômicos e sociais.

O que fazer em caso de suspeita da doença?

Qualquer pessoa que verifique os sintomas nos animais deve comunicar imediatamente ao serviço veterinário oficial. Um veterinário oficial fará inspeção dos animais e tomará as providências necessárias.

Como a doença é controlada?

A vacinação é fundamental na erradicação e prevenção da Aftosa. Se confirmada a doença, a principal forma de controle é o isolamento e sacrifício de animais doentes, e eliminação de fontes de infecção. Quanto mais rápido for detectada a doença, mais rápida será a contenção e menores os prejuízos

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Imunização do rebanho contra a febre aftosa faz parte da preocupação com a Saúde Única. Confira o calendário de vacinação !

Fonte Assessoria de Comunicação CFMV