31 de maio de 2016

Em sua 5ª etapa, a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia do Rio São Francisco reintroduziu, em unidades de conservação do estado, cerca de 95% dos 2.696 animais apreendidos, incluindo pássaros, répteis e mamíferos. Os demais animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Maceió, para recuperação.  A ação foi realizada em 15 municípios do estado de Alagoas entre os dias 9 e 20 de maio.

O médico veterinário e integrante da Comissão Nacional de Animais Selvagens do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNAS/CFMV), Isaac Albuquerque participou da equipe Fauna. A ação também contou com a participação do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Alagoas (CRMV-AL) e outros 21 órgãos estaduais, federais e entidades.

As ações da Equipe Fauna incluíram fiscalizações em feiras livres e em áreas residenciais, triagem e reintrodução de animais silvestres, além de apreensão de armas e apetrechos de caça.

  

O objetivo da FPI, promovida pelo Ministério Público do estado (MPE-AL), é dar continuidade aos trabalhos de diagnosticar os danos ambientais na bacia hidrográfica do Rio São Francisco e problemas que afetam, diretamente ou indiretamente, a vida da população que mora nos municípios.

Outros resultados

Além dos animais, também foram apreendidas por outras equipes da FPI, 20 mil metros de rede de pesca e recolhidos 13.6 mil covos, que possibilitaram a reintrodução à natureza de cem mil seres de diversas espécies de camarões e peixes.

Além disso, a Equipe de Produtos Animais apreendeu duas toneladas e meia de queijo clandestino. Segundo os integrantes, diversas fábricas trabalham sem higiene, com leite que não é pasteurizado e pode levar à morte dos consumidores.

Há ainda uma Equipe de Educação Ambiental, criada a partir da 3ª etapa, que leva conhecimento às escolas das redes públicas municipal e estadual com a realização de dinâmicas com os estudantes. O trabalho é complementado pela Equipe Fauna, que incentiva a entrega voluntária de animais silvestres pela população.

A iniciativa é divulgada em rádios comunitárias e nas praças centrais dos municípios, para facilitar a entrega de animais selvagens.

“A união desses órgãos e entidades representa uma ótima oportunidade para que possam ampliar a potencialidade de sua atuação na defesa da sociedade, do meio ambiente e da saúde pública”, declarou a Promotora de Justiça Lavínia Fragoso, que coordena a FPI de Alagoas.

A iniciativa de Alagoas segue o exemplo da FPI na Bahia, que já passou por 115 municípios e, em sua 37ª edição, também realizada em maio, resgatou mais de 2 mil animais em cativeiro.

Ao final das operações no estado, é realizada uma audiência pública para apresentar os resultados da fiscalização preventiva integrada para os gestores municipais, representantes da sociedade civil e organizações sociais da região.

Crédito das fotos: Ascom/ MPE-AL

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV com informações do MPE-AL