Na grave crise de falta d´água do Nordeste, uma experiência que abre novos caminhos acontece no Rio Grande do Norte. Para o Nordeste seco, sempre se fala em perfuração de poços, construção de barragens, transposição, mas uma alternativa se abre com o reuso de água, reuso do esgoto de cidade, que tratado, pode ser muito bem-vindo na agricultura.

 

Em Santana do Seridó, agricultores e zootecnistas aprenderam a reverenciar a água. Localizado bem na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, o município é cortado por afluentes do Rio Seridó, cursos d’água temporários, que correm por apenas dois ou três meses do ano, quando é ano de chuva.

Só que em vez de ficar se lamentando pelo leito seco, alguém propôs que se olhasse para uma outra fonte de água para a qual a maioria das pessoas torce o nariz e tem até nojo, mas que pode funcionar como um rio perene: é o esgoto da cidade.

Quem propôs que o esgoto servisse como um rio perene, um fluxo continuo, foi o zootecnista e professor federal Ivan de Oliveira Junior, baseado no seguinte: os municípios do Seridó recebem água de longe, via adutora, às vezes dia sim, dia não ou só por algumas horas, mas a todo momento tem gente lavando roupa, usando o banheiro e tomando banho.

O projeto de reciclagem da água já recebeu troféus da ONU, da Caixa e levou o Prêmio Mandacaru, em dinheiro que foi revertido no próprio projeto.

Assista ao vídeo com a reportagem completa e veja como a obra de baixo custo irriga com água de reuso um campo de palma que tem capacidade para produzir 400 toneladas de matéria verde por ano.

Fonte Globo Rural (acesso em 16/11/16)