Realizar uma sutura adequada, operar com segurança técnica e sanitária, zelar pela saúde e bem-estar dos pacientes em um centro cirúrgico apropriado e estéril, lidar de forma ambientalmente responsável com os resíduos de serviços de saúde: esses e outros aprendizados são exemplos do que o Grupo de Estudos de Cirurgia Veterinária Brasil (Gecivet Brasil) se propõe a compartilhar com estudantes de Medicina Veterinária de todo o país.

Criado em maio de 2020, o Gecivet Brasil é formado por alunos de graduação em Medicina Veterinária de diferentes faculdades que buscam unir e integrar a comunicação entre os grupos de estudos e ligas acadêmicas de cirurgia veterinária do país. Atualmente, é composto por integrantes de nove estados: Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins.

Para participar, o candidato deve participar de uma seleção: “A cada novo processo seletivo buscamos aumentar a representatividade dos estados, buscando compreender as dificuldades enfrentadas em cada local, além de ampliar o conhecimento sobre o grupo e o apoio que é oferecido aos integrantes”, explica a presidente do grupo, Camila Gomes dos Santos, estudante do 5º ano da Universidade de São Paulo (USP).

Aluna da Universidade Paulista (Unip), Luísa Camargo Sclavi conta que batalhou para se sair bem no processo seletivo. “Eu sabia que estava entrando para algo grande e que era uma responsabilidade importante. Os conteúdos, os ideais, tudo me encantava. Foi incrível todo o processo de seleção”, recorda.

O processo seletivo do Gecivet Brasil é realizado anualmente, com abertura de vagas para todos os departamentos. Para participar, o candidato deve ser estudante de graduação ou pós-graduação em Medicina Veterinária ou profissional da área, bem como já ter participado de algum grupo, liga, agremiação ou atividade extracurricular em grupo. Além de residir em território nacional durante todo o período em que for integrante, é necessário que o candidato se identifique com a missão, visão e valores do grupo.

Orientação

O grupo conta com a orientação de três professores que direcionam e auxiliam as atividades, “permitindo um crescimento constante da equipe e da iniciativa”, avalia Camila. O médico-veterinário Andrigo Barboza de Nardi é um dos professores convidados a contribuir, como docente.

“Participar me entusiasma, pois é uma ação que estimula o ensino e o aperfeiçoamento de técnicas. Eles estão produzindo material técnico e compartilhando nas redes sociais, ajudando quem deseja crescer nessa área de atuação a ampliar o conhecimento em cirurgia veterinária”, destaca Nardi, professor do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da Universidade Estadual Paulista (Unesp – Jaboticabal).

Por ter sido um projeto criado pelos próprios discentes, Nardi afirma que sente muita satisfação em ver essa motivação nos jovens. “Assistir a vontade deles de expandir e se envolver com a profissão ainda na graduação é algo que merece valorização, para que se sintam ainda mais estimulados a continuar nesse caminho”, reconhece.

O grupo conta ainda com a orientação dos professores de cirurgia Julia Maria Matera, da USP, e Maurício Veloso Brun, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

A qualidade de mentoria foi o que chamou a atenção de Amália Genete dos Santos, que cursa Medicina Veterinária na Unesp. “Interessou-me a possibilidade de ampliar a experiência em pesquisa e extensão. Além disso, o grupo tem excelentes orientadores e, desde o início, achei que os fatores descritos como missão, visão e valores são essenciais para o sucesso de algo em nível nacional”, descreve a integrante do Departamento de Pesquisa e Extensão do grupo.

Estudantes

Para Caroline Midden Mota Morinaga, graduanda da USP e integrante do Departamento Financeiro do Gecivet Brasil, o grupo proporcionou uma oportunidade de trabalhar em equipe, trocando experiências e conhecimento com colegas de outras faculdades, por meio de propostas de trabalho e ideias diferentes que contribuíram para o desenvolvimento de todos.

“Melhorei a comunicação interpessoal, aumentei a proatividade e otimizei o conhecimento em finanças”, revela. Com a procura por patrocinadores em distintos ramos de negócios relacionados à Medicina Veterinária, Caroline teve experiências extracurriculares que contribuíram para seu crescimento profissional. “Certamente, elas irão me auxiliar em trabalhos futuros”, admite.

É a mesma visão de Herlem Camila da Silva, estudante da Universidade Brasil, localizada no município paulista de Descalvado. Ela integra o Departamento de Relações Humanas e reconhece o aprimoramento em ferramentas que antes não dominava completamente, como o Excel e o Google Drive. “Estar com essa equipe me fez aprender mais sobre os processos de se criar um grupo nacional e as demandas de atividades de cada membro, melhorando as relações interpessoais e adquirindo conhecimentos na área burocrática e na veterinária”, afirma.

Organização

Para ter credibilidade e atrair estudantes de graduação, residência, mestrado e doutorado, o Gecivet Brasil se estruturou formalmente. Além de Presidência e Vice-Presidência, o grupo possui seis departamentos: Relações Públicas, Secretaria, Marketing, Relações Humanas, Financeiro e Pesquisa e Extensão.

Após o planejamento das atividades e divisão de tarefas, o grupo definiu missão, visão e valores, elaborou um estatuto preliminar, criou perfis nas mídias sociais (Instagram e Facebook), documentou deveres e direitos dos associados e realizou entrevistas e processos seletivos.

Em 2021, o grupo pretende estruturar seu site oficial, que já está na reta final de construção; aumentar o engajamento e o número de seguidores em mídias sociais, principalmente em alguns estados do país em que o grupo possui menos alcance; oferecer a associação e consultoria para grupos de estudos e ou ligas; abrir CNPJ para facilitar a parceria com empresas da área; e realizar o I Simpósio Nacional de Cirurgia Veterinária Gecivet BR, marcado para os dias 30 de abril a 2 de maio de 2021.

Assessoria de Comunicação do CFMV