agosto de 2016

Por Flávia Lôbo

Crise financeira, retração econômica e desemprego.  O cenário brasileiro do primeiro semestre foi de queda em praticamente todos os setores produtivos. Em consequência disso, o consumidor passou a procurar para o seu dia a dia opções mais acessíveis na alimentação. A carne de frango, com o ‘status de proteína barata’, passou a ser mais consumida pela população. Com isso, a avicultura brasileira tem caminhado na contramão da crise, com boas perspectivas para o mercado interno em 2016; aumento da produção e do consumo.

O médico veterinário exerce um papel essencial no crescimento do setor; ele é responsável pela produção de aves e ovos saudáveis para atender a carência de proteína animal do Brasil e do mundo. O profissional participa de toda a cadeia produtiva, como gerente de produção, sanitarista, assistência técnica independente, assessoramento de projetos, inspeção em abatedouros, melhoramento genético, dentre outros.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) tem como missão promover o bem-estar da sociedade por meio da de fiscalização, orientação e valorização da profissão. Dessa forma, a autarquia tem atuado para garantir a atuação do médico veterinário em todo o processo, como, por exemplo, com a publicação da Resolução 947, em 2010, que dispõe sobre procedimentos para registro e anotação de Responsabilidade Técnica de estabelecimentos avícolas.

Para o médico veterinário Paulo Ricardo Magnata da Fonte, que trabalha há mais de 45 anos no setor, “a avicultura brasileira segue implementando todas as exigências das instruções normativas elaborada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e com isso, consegue-se manter nossa atividade livre de influenza aviária e doença de New Castle, tornando o nosso produto final, um produto sem rejeição no mercado mundial”. Ele relata que os grandes desafios enfrentados pelo setor são: ambiência, biosseguridade e abastecimento de grãos. Dentro deste segmento, Paulo explica que existe um grande campo de trabalho para novos profissionais. “Necessitamos de maior integração entre as universidades e o setor produtivo, pois o dinamismo da avicultura é exponencial e se não houver reciclagem e contínua capacitação de todos os envolvidos, não acompanharemos o progresso”, afirma.

O CFMV parabeniza todos os profissionais envolvidos na produção avícola e celebra a data de dia 28 com boas perspectivas para o mercado!

Projeções do Setor

As novas projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também assinalam aquecimento nas exportações do setor; os volumes embarcados de carne de frango devam crescer neste ano 8% em relação ao total exportado em 2015%.  Há grande expectativa coma manutenção das vendas para a China (consolidada como segundo maior mercado importador de carne de frango do Brasil), além do bom ritmo dos embarques para o Oriente Médio e outros países da Ásia, como Japão e Coreia do Sul.

Dados da Avicultura no país

De acordo com a ABPA, com um PIB de R$ 51 bilhões, a avicultura é um gigantesco setor que gera 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos, especialmente nos pequenos municípios.  Somente na produção de frangos são mais de 120 mil famílias de produtores integrados envolvidas no processo.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de carne de frango, com 13,1 milhões de toneladas. O país contribui de forma determinante para a segurança alimentar do país, com dois produtos que são destaques na mesa do brasileiro: o frango e o ovo.  Cada brasileiro consome 191 unidades de ovos por ano.  De carne de frango, são 43 quilos per capita / ano, consolidada como a proteína mais consumida do país.

No mercado internacional, é embarcado para mais de 150 países dos cinco continentes, afirma a Associação. Anualmente, são mais de US$ 7 bilhões em receita de exportação, chegando a 4,3 milhões de toneladas em 2015.

Fonte Assessoria de Comunicação CFMV