28 de julho de 2015

A Medicina Veterinária em 2020 foi o tema da palestra de David Black, diretor-gerente da Paragon Grupo Veterinária e diretor da XLVets, durante o XI Congresso Brasileiro e o XVII Congresso Latino-Americano de Buiatria. O evento reuniu aproximadamente 700 pessoas, entre médicos veterinários e estudantes de Medicina Veterinária, de 22 a 24 de julho, em São Paulo (SP).

David Black ressaltou que a globalização é um fator que não pode ser ignorado pelos profissionais. Segundo ele, o médico veterinário precisa entender não só a sua área, mas também de comunicação, empreendedorismo e estar atento a tudo o que pode influenciar na prática profissional.

“Hoje o médico veterinário precisa lidar com o cliente, ter especializações. Vocês precisam se comunicar e cooperar entre si. No Reino Unido fazemos muito isso, esta é a nova realidade”, afirma Black.

O palestrante também abordou o tema do Congresso: “Um mundo, uma saúde”. “Quando falamos em “Uma só saúde” fazemos parte desse cenário porque todos nós somos cientistas e cuidamos da saúde”, afirma Black.

Análise crítica do uso das avermectinas

Silvana Górniak, professora de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e representante do CFMV no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC/Anvisa),  analisou o uso, benefícios e riscos, das avermectinas em animais de produção.

Segundo ela, um dos benefícios das avermectinas é a disponibilidade de vários tipos de formulação. “E o que deve ser corrigido? Administrá-las corretamente, não realizar associações de antiparasitários e não dobrar a dose”, explica Górniak.

A médica veterinária destacou o trabalho do Conselho Federal de Medicina Veterinária  (CFMV) junto com a indústria farmacêutica para que a bula dos produtos tenha todas as informações necessárias para o médico veterinário. E alertou sobre os riscos do uso de produtos falsificados. “O médico veterinário só deve usar produtos registrados”, ressaltou Górniak.

Certificação de Fazendas

A certificação de fazendas foi tema da palestra da médica veterinária Roberta Züge. Segundo ela, as certificações ganharam impulso diante das crises alimentares e das preocupações e exigências dos consumidores.

“Os consumidores ficaram mais exigentes e preocupados com o que vinha antes do processo da indústria de alimentos e solicitaram controles como o rastreamento, certificação e garantia da qualidade do processo. E é neste contexto que inicia o nosso papel, o do médico veterinário, o nosso trabalho intra-porteira é crucial”, afirmou.

Pecuária

Com a palestra “Período de transição em vacas de alta produção”, o médico veterinário Rodrigo Bicalho apresentou para o público sua experiência em microbiologia, epidemiologia veterinária e medicina veterinária preventiva de rebanhos leiteiros, temas de suas pesquisas e aulas na Universidade de Cornell (EUA).

“Em torno de 80 – 90% das enfermidades nas vacas ocorrem durante os primeiros 60 dias de lactação”, explicou Bicalho.

Bicalho também lembrou que as doenças reprodutivas têm efeito não só na reprodução do animal como também na produção de leite. E expôs: “A demanda energética, principalmente a glicose é essencial para a manutenção da alta desta produção”.

O Congresso de Buiatria também abordou a importância da pecuária sustentável e as oportunidades que ela oferece aos profissionais envolvidos com o setor agropecuário.

Os participantes do evento puderem conhecer as ações do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS). Criado em 2007, ele é formado por representantes de diferentes segmentos que integram a pecuária bovina no Brasil.

O presidente do GTPS, Fernando Sampaio destacou a importância econômica do setor. “A pecuária movimenta hoje, no país, 170 bilhões  de dólares. Em 2014, tivemos a produção de 10 milhões de toneladas de carne, 80% desse total é consumido pelo mercado interno”, afirmou.

Sobre a Buiatria

A Buiatria – do grego BOYS (bovino) e IATRIKE (tratamento) – é um ramo da Medicina Veterinária que atualmente é estendido a outros ruminantes, como caprinos, ovinos, bubalinos e camelídeos. Várias áreas podem ser citadas como de interesse dos buiatras: Bem-estar animal, Produção/Nutrição, Medicina bovina, Reprodução, Laboratório, Produção de vacinas, Assuntos regulatórios, entre outras.

Confira a galeria de imagens: http://portal.cfmv.gov.br/portal/galeria/index/id/58​ 

Assessoria de Comunicação do CFMV