14 de abril de 2016

O último dia do I Fórum das Comissões Nacional e Regionais de Animais Selvagens do Sistema CFMV/CRMVs foi dedicado à construção de estratégias de atuação em conjunto.

O encontro, realizado nos dias 13 e 14 de abril, reuniu em Brasília (DF) representantes dos Conselhos Regionais do Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Santa Catarina, Minas Gerais, Distrito Federal e Amazonas,  além dos integrantes da Comissão Nacional de Animais Selvagens (CNAS) do CFMV. A CNAS é formada pelo zootecnista Carlos Eduardo Saad, que preside a Comissão; a médica veterinária Débora Alves Ferreira; o médico veterinário Isaac Albuquerque; o médico veterinário João Luiz Rossi; e a médica veterinária Valéria Natascha Teixeira.

O médico veterinário Sávio Freire, presidente da Comissão Estadual de Animais Selvagens do CRMV-RJ, considerou o evento um marco histórico para a profissão. “Foi um momento ímpar de reunir colegas e debater assuntos da área”, afirmou.

Na avaliação do presidente da Comissão de Animais Selvagens do CRMV-PE, o médico veterinário Márcio André da Silva, compartilhar experiências é fundamental.

“Às vezes o problema de uma região é o mesmo de outra, e quem já conseguiu solucionar de maneira prática contribui com sugestões. Estou saindo daqui cheio de ideias para, o quanto antes, colocar em prática”, afirmou.

Fotos: Ascom/CFMV

A oportunidade de planejar estratégias conjuntas, coordenada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV,) foi elogiada pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente e Animais Selvagens do CRMV-PI, médico veterinário Fabiano Pessoa.

“É muito importante esse papel do Conselho de valorizar o profissional, capacitar, além de informar que a área de animais selvagens é um nicho de mercado que está aberto e que muitos profissionais não conhecem”, ressaltou.

Palestras

A nutrição alimentar de animais selvagens foi tema de palestra do presidente da CNAS/CFMV, o zootecnista Carlos Eduardo Saad, que destacou a necessidade de aprimorar a atuação dos profissionais na área, tendo em vista a quantidade de espécies de animais selvagens existentes. “Ainda há pouco conhecimento em relação aos requisitos nutricionais da maioria dos animais silvestres”, afirma.

Entre as dificuldades nas pesquisas da área, Saad citou o fator de estresse; o reduzido número de espécies para trabalhar ensaios nutricionais; e as mudanças de hábitos alimentares em cativeiro.

O integrante da Comissão Nacional de Educação da Medicina Veterinária (CNEMV/CFMV), Rogério Barroso, e a zootecnista do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Flávia Dias, falaram sobre o ensino de animais selvagens.

Barroso ressaltou a importância do planejamento de carreira. “É preciso saber onde se quer chegar, qual é o perfil do médico veterinário de animais selvagens e com isso estabelecer habilidades, definir práticas e estimular o interesse dos discentes”, sugere.

A professora da Ifam, Flávia Dias, citou a importância do profissional ter uma formação ambiental e cultural da região onde atua. O ensino de animais selvagens para o zootecnista, segundo ela, contribui para sua atuação na conservação e produção comercial.

“A produção comercial de animais silvestres tem elevada demanda em todo país. E também há pessoas que criam animais de forma legalizada e precisam de orientação profissional”, explica.   Segundo ela, atualmente, existem 90 criadores registrados no estado do Amazonas.

Saiba mais: http://portal.cfmv.gov.br/portal/noticia/index/id/4599

Confira a galeria de fotos: http://portal.cfmv.gov.br/portal/galeria/index/id/64%E2%80%8B

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV