Há pouco mais de dois meses, um mutante do coronavírus, denominado por COVID-19 um agente viral que causa doença respiratória em humanos, surgiu no continente asiático e já foi detectado em 37 localidades internacionais. A descoberta da doença vem chamando a atenção das pessoas, entretanto, é importante destacar que, quando comparada à influenza H1N1, a coronavirose tem um poder de letalidade bem inferior.

A gravidade desta enfermidade varia de leve a moderada. O quadro clínico causado, ainda não está totalmente esclarecido. Sabe-se, porém, que o coronavírus possui baixa capacidade de sobreviver em superfícies, porém não se descarta a possibilidade de veiculação do mesmo através de embalagens de produtos adquiridos de países com registro da doença e que tenham sido transportados em um período de uma a três semanas em temperatura ambiente.

Vale ressaltar que animais e produtos animais representam uma ameaça à saúde humana, todavia o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) possui regras e normas que regulam esse tráfego de modo a evitar ou minimizar os riscos de prejuízo à saúde e o bem-estar dos seres humanos, os interesses da agricultura, horticultura ou silvicultura e o bem-estar e a sobrevivência dos recursos da vida selvagem.

Embora haja suspeitas de que o COVID-19 tenha surgido de uma fonte animal, não há razão para pensar que qualquer animal, incluindo animais de estimação, possa ser uma fonte de infecção por esse novo coronavírus. Porém, recomenda-se que em caso de adoecimento pelo COVID-19 o indivíduo portador mantenha-se distante de qualquer animal de estimação que possua, deixando-o sob cuidados de terceiros.

Preocupada com os casos suspeitos de coronavirose e ainda como o caso confirmado em 26/02/2020 no Brasil, a Comissão Regional de Saúde Pública Veterinária (CRSPV/CRMV/PB) vem prestar algumas orientações à população em geral, mais precisamente no que diz respeito aos cuidados básicos de higiene, já que a infecção por este agente viral se assemelha bastante com os sinais de uma gripe comum:

SINAIS E SINTOMAS (surgem normalmente entre 07 e 14 dias pós-exposição)

– Febre;
– Tosse;
– Falta de ar.

 CUIDADOS

– Evitar o consumo de produtos de origem animal crus ou mal cozidos;
– Higienizar as mãos com álcool gel (com concentração de, pelo menos, 60%) ou lavar com sabão sempre que usar o banheiro, depois de comer, assoar o nariz, tossir ou espirrar e, ainda, após manusear itens como o aparelho celular, maçanetas de porta e locais ou objetos que possam ser tocados potencialmente por várias pessoas;
– Evitar o contato próximo (menos de um metro e meio) ou direto com pessoas com sinais como tosse, espirros e secreção nasal (eliminação de gotículas infectantes);
– Em caso de surgimento de sinais e sintomas compatíveis com a coronavirose, procurar o serviço médico de referência no seu município (Complexo de Doenças Infecto Contagiosas Clementino Fraga ou Hospital Universitário Lauro Wanderley – no caso de João Pessoa e Região Metropolitana) e o Hospital Universitário Alcides Carneiro (no caso de Campina Grande e região);
– Evite tocar, sem necessidade, olhos, nariz e boca quando estiver fora de casa;
– Cubra sua tosse ou espirro com lenço de papel e descarte-o no lixo;
– Não se automedique em hipótese alguma.

Observação: de acordo com o Centro Internacional para Prevenção de Controle de Doenças (CDC), o uso de máscaras de proteção somente é recomendado às pessoas doentes para que limitem a disseminação viral. Estas ainda são recomendadas para uso pelas equipes de saúde quando no seu ambiente de trabalho.

TRATAMENTO

Não há tratamento específico para o COVID-19.

A Comissão ressalta ainda sobre os cuidados com as informações falsas que circulam pela internet, procure sempre uma fonte confiável como, por exemplo, a página do Ministério da Saúde https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus

Méd. Vet. Andreey Teles – CRMV-PB 1825
Presidente da Comissão
COMISSÃO REGIONAL DE SAÚDE PÚBLICA VETERINÁRIA CRMV/PB