Uma força-tarefa para intensificação das ações contra o abate e o comércio de carnes clandestinas em Campina Grande já foi formada por representantes da Secretaria da Agricultura, Secretaria da Saúde e Procon do Município. Além do abate clandestino na região, o secretário Fábio Medeiros, da Agricultura revelou outra preocupação: a possibilidade da chegada a Campina de carnes oriundas dos frigoríficos fechados no Sul do país pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal. As atividades da força-tarefa serão iniciadas na próxima semana.

“Nós enviamos ofício ao Ministério da Agricultura solicitando informações à Anvisa sobre a possibilidade de Campina Grande correr o risco de receber carne suspeita, oriunda dos frigoríficos que foram fechados dentro da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, mas ainda não recebemos resposta”, disse o secretário Fábio Agra.

No que se refere ao abate clandestino, Fábio Medeiros informou que a partir da próxima semana, a cada período de 15 dias, num dia por semana, serão deflagradas ações para identificar os locais onde essa prática esteja ocorrendo. A Secretaria de Agricultura já disponibilizou o número 3322-2173, para que a população possa dar informações sobre o abate clandestino de animais. Ele informou que já foi elaborada a relação dos pontos que comercializam a carne oriunda do único abatedouro credenciado em Campina Grande.

Fábio Medeiros também informou que já estão sendo traçadas metas para fortalecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) ao qual compete a fiscalização da carne destinada à população ainda no abatedouro. Medeiros defende a necessidade de espaço adequado, de veículo e de uma equipe de 15 a 20 profissionais entre veterinários e técnicos de inspeção, para que o Serviço de Inspeção Municipal possa funcionar a contento.

Fonte pbagora (matéria acessada em 27/03/17)