agosto de 2016

Por Roberta Machado

Cerca de um terço de todos os cursos de Medicina Veterinária existentes no mundo estão no Brasil. São quase 250 Instituições de Ensino Superior autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC) a receber milhares de alunos todos os anos. O país conta, ainda, com 95 cursos de zootecnia cadastrados no MEC, somando centenas de outros novos profissionais se formando anualmente.

No Dia do Estudante, comemorado nesta quinta-feira (11), o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) parabeniza os futuros profissionais e fala sobre as expectativas de alguns desses universitários.

O amor pelos animais é unânime entre os que optam por se dedicar a essas carreiras, mas o antigo sonho de atender cães e gatos tem cada vez mais dado lugar a outros objetivos profissionais. Esse é o caso de Diana de Oliveira, de 22 anos. Graduanda do curso de Medicina Veterinária na União de Ensino Superior de Viçosa (Univiçosa), a mineira conta que tem afinidade pela área de reprodução animal, embora cultive interesse pelo curso como um todo.

“O que me motiva é saber que eu vou poder me formar e cuidar de animais e da saúde humana também, já que ambas estão relacionadas”, ressalta a estudante.

 Foto: divulgação

Diana se diz apaixonada pelo curso já procura obter experiência profissional antes de se formar. “A única dificuldade que tenho tido é de encontrar um estágio na minha região”, ressalta a universitária.

A mesma ansiedade é vivida pelos estudantes de Zootecnia, que se preocupam não somente em fazer o estágio obrigatório, como também em aproveitar a atividade prática para ingressar com o pé direito no mercado de trabalho.

Com apenas 19 anos, a estudante de Zootecnia Cassiane Soares Bolzan, já planeja o que vai fazer depois de graduada. “Eu estou estagiando desde o primeiro semestre em um laboratório de pastagens naturais, e gosto muito da área. Essa é a linha de pesquisa pela qual me apaixonei, e que pretendo seguir no mestrado, e depois no doutorado”, revela Cassiane, que atualmente cursa o 5º semestre na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

 Foto: arquivo pessoal

A pesquisa foi a forma que a universitária encontrou para se destacar profissionalmente no mercado. O esforço, garante Cassiane, vale a pena. “Acho um curso fantástico mesmo. É uma área em que sempre se aprende coisa nova, e que é extremamente gratificante.”, avalia a estudante.

Amadurecimento

As exigências do mercado e os conhecimentos adquiridos na universidade ajudam a guiar os estudantes a buscar um caminho profissional adequado para a construção de uma carreira sólida. É o caso de Merthô Nascimento Silva, de 33 anos, que viu nascer o interesse pela Medicina Veterinária no amor aos animais de pequeno porte. Mas hoje ela revela que nutre entusiasmo por uma área diferente.

“Hoje tenho grande curiosidade pelo trabalho de inspeção, em prestar um concurso público nessa área de saúde pública”, conta a universitária do 4º semestre do curso de Medicina Veterinária na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

 Foto: arquivo pessoal

Merthô conta que ingressou na Medicina Veterinária num momento de amadurecimento pessoal, o que tem influenciado a sua visão da futura carreira. Mãe de dois filhos, ela chegou a cursar Administração e Gestão Ambiental, e hoje conta com o apoio da família para estudar a 500 km de casa.

“Quero deixar um legado, um exemplo de vida. Estou buscando fazer a minha parte, lutando por um sonho. Esse sonho não é mais de criança, como quando eu queria ser médica de bicho. Hoje é um sonho também de produzir e ter uma qualidade de vida melhor”, ressalta.

Dia do estudante

O dia 11 de Agosto é uma data histórica para a educação brasileira. Foi neste dia, em 1827, que o então imperador Dom Pedro I autorizou a criação das duas primeiras faculdades do Brasil, a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo. Por isso o Brasil comemora nesta data não somente o Dia do Estudante, como também o Dia do Advogado.

Já o Dia internacional do Estudante é celebrado em 17 de novembro, como referência à resistência estudantil à ocupação nazista na antiga Tchecoslováquia, em 1939.

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV