23 de outubro de 2014 –  “Ao longo de seus 46 anos, os  Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (Sistema CFMV/CRMVs) vêm escrevendo uma história de conquistas para a Medicina Veterinária e para a Zootecnia brasileiras”.  Palavras do presidente do CFMV, dr. Benedito Fortes de Arruda, que, hoje, no aniversário da instituição e dos CRMVs, avalia que há muito o que comemorar.  “ O divisor de águas para nossas categorias foi o advento das Leis nº 5.517/68 e  nº 5.550/68:  a primeira criou o CFMV e os CRMVs  e regulou o exercício da profissão do Médico Veterinário;  e a segunda  tratou do exercício da profissão do Zootecnista.  Desde então, foram inúmeros avanços”, afirma.

Um deles é a projeção de nossos profissionais nos cenários nacional e internacional. “Isso nos dá a certeza de estarmos no caminho correto. Hoje, no Brasil e no mundo,  a Medicina Veterinária e a Zootecnia brasileiras são  consideradas áreas essenciais para a promoção da saúde e do bem-estar não somente dos animais, mas também das pessoas e para a sustentabilidade do planeta”,  explica.

Uma conquista importante foi a inserção dos Médicos Veterinários no Núcleo de Apoio à Saúde da Família, o NASF. A iniciativa nasceu da articulação do CFMV junto ao Ministério da Saúde, que, em 2011, decidiu integrar a categoria às equipes multidisciplinares que trabalham para promover a qualidade da saúde pública dos brasileiros. “Essa conquista abriu para nossos profissionais  um novo e amplo campo de atuação.  Muito antes, em 1998, a Medicina Veterinária já havia sido reconhecida pelo Conselho Nacional de Saúde como profissão da área de Saúde”, lembra Arruda.

O presidente também citou a participação do CFMV na Conferência Rio + 20, em 2012; o evento internacional sobre desenvolvimento sustentável, organizado pelas Nações Unidas no Rio de Janeiro,  permitiu que o Conselho mostrasse ao mundo a importância dos Médicos  Veterinários e dos Zootecnistas em iniciativas voltadas para o meio ambiente.

Contudo, a projeção de  nossos profissionais no exterior teve início bem antes, a partir da inserção do CFMV em eventos internacionais. Desde o ano 2000, por exemplo, o Conselho Federal integra a delegação brasileira que, anualmente, participa das Assembleias Gerais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).  Além disso, ocupa a vice-presidência do Instituto Internacional de cooperação técnica Claude Bourgelat, do qual é um dos membros-fundadores; e participa do Codex Alimentarius (fórum internacional de normatização do comércio de alimentos estabelecido pela Organização das Nações Unidas – ONU),  da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e da Associação Panamericana de Ciência Veterinária (Panvet).

“Nesses eventos, nos inteiramos sobre os avanços de outros países para trazer experiências positivas que possam beneficiar a população brasileira; também mostramos ao mundo a relevância do trabalho do Médico Veterinário e do Zootecnista brasileiros, não só do ponto de vista político-administrativo, mas também  econômico e social”, disse. Arruda cita as contribuições relevantes desses profissionais em atividades ligadas à Pecuária e a produção de alimentos de origem animal.  “Contribuímos, por exemplo, para que os alimentos  sejam inócuos para o consumo humano, para que tenham qualidade”, declara.

Atuação em diversas frentes
Como os Médicos Veterinários trabalham em prol da saúde dos animais, dos  seres humanos e da sustentabilidade do meio ambiente, o CFMV busca atuar em frentes que repercutam nessa tríade.  Um exemplo é a Campanha Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens, lançada no ano passado em parceira com os CRMVs, com o objetivo de sensibilizar as autoridades públicas e a sociedade  brasileira sobre a séria ameaça imposta à biodiversidade por esse crime ambiental.

Mas não é de hoje a atuação do CFMV para garantir o bem-estar animal. Em 2008, por exemplo, iniciou um trabalho de  conscientização dos profissionais da Medicina Veterinária para abolir práticas que levavam sofrimento ao animal pela conveniência dos seres humanos. Proibiu, então, cirurgias consideradas desnecessárias ou que pudessem impedir a capacidade de expressão do comportamento natural das espécies; foi o caso da onicectomia em felinos (feita para arrancar as garras), da conchectomia,  cordectomia e caudectomia em cães (para levantar as orelhas, retirar as cordas vocais e cortar a cauda, respectivamente).

“Outra iniciativa importante foi o III Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-Estar Animal (realizado neste ano pelo CFMV em parceria com a Universidade Federal do Paraná – UFPR), que reuniu mais de 700 pessoas e resultou na Declaração de Curitiba, manifesto assinado por especialistas de renome nacional e internacional, segundo o qual os animais não humanos não são objetos, mas  seres sencientes (ou seja, capazes de sentir dor e prazer), lembra dr. Benedito.

Parabéns, Sistema CFMV/CRMVs
Atuação constante junto a órgãos do Poder Executivo  e voz presente no Congresso Nacional para lutar pelos interesses da sociedade brasileira, dos Médicos Veterinários e dos Zootecnistas. Prestação de consultoria voluntária e sem ônus para instituições de ensino e órgãos públicos. Realização de seminários e congressos voltados para temas, como o ensino da Medicina Veterinária e da Zootenia e o bem-estar animal.

“São inúmeras as conquistas, não somente por iniciativas da atual direção do CFMV, mas pelos outros gestores que nos antecederam”, afirma o presidente. “Neste dia tão importante, parabenizo todos os profissionais do Sistema CFMV/CRMVs, que sempre representaram a Medicina Veterinária e a Zootecnia com empenho  e dignidade. O resultado desse trabalho são os frutos colhidos ao longo destes 46 anos”, finaliza Arruda.

Feliz Aniversário, Sistema CFMV/CRMVs!

Assessoria de Comunicação do CFMV