O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Paraíba, Domingos Lugo, alertou para o problema de saúde pública, já que a doença é causada por um fungo.

O Centro de Zoonoses de João Pessoa registrou, nos últimos doze meses, um aumento em torno de 50% no recebimento de animais com suspeita de esporotricose, doença que acomete gatos, cachorros e até seres humanos. Os primeiros casos começaram a surgir em 2016 e pode configurar um surto na Capital.

A confirmação é da médica veterinária Valéria Rocha Cavalcanti, do Setor de Controle Animal do Centro de Zoonoses. Ela disse que tem havido surto da doença em outras cidades, como Recife, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Paraíba, Domingos Lugo, alertou para o problema de saúde pública, já que a doença é causada por um fungo. “Isso é uma doença de saúde pública e acomete o ser humano também”, afirmou Domingos, acrescentando que o fungo é muito agressivo e contagioso. “E essa doença praticamente não existia em João Pessoa, está começando agora a virar uma pandemia e os gatos são os principais focos”, disse Domingos Lugo.

E o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba vai promover, inclusive, palestra para ajudar os clínicos veterinários a diagnosticar, como notificar o serviço de zoonoses para rastrear a doença.

A médica veterinária Valéria Rocha lembrou que o fungo que transmite a doença é encontrado principalmente na terra, por isso é conhecido vulgarmente como o fungo do jardineiro. Nos animais, provoca lesões graves.

“As primeiras lesões, normalmente, acometem membros e focinho, então alguns deles acabam perdendo o focinho a ponto de não ter mais o asfalto, eles não têm como se alimentar e podem morrer de inanição ou desidratação”, explicou.

Valéria Rocha Cavalcanti disse que o Centro de Zoonoses está buscando, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba, mapear os casos em João Pessoa, sobretudo para prevenção da doença. O bairro do Geisel tem sido o campeão em número de casos. Ela citou outros bairros da Zona Sul, como Mangabeira e Bancários. Segundo ela, por dia, o Zoonoses tem recebido no mínimo dez animais suspeitos da doença.

A orientação é que o animal suspeito dessa doença seja levado para o veterinário, pois o Zoonoses não faz a avaliação clínica. “O ideal é procurar a clínica veterinária para o animal ser avaliado e fazer o tratamento sempre que possível”, explicou a veterinária.

Fonte ClickPB