10 de fevereiro de 2016

Com faro apurado, o labrador Romeu ajuda os fiscais federais agropecuários que trabalham no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, a evitar a entrada no país de produtos, subprodutos, derivados e partes de animais e vegetais que possam transmitir pragas e doenças.

Romeu é o primeiro cão do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura, foi treinado por um médico veterinário e está trabalhando em caráter experimental. Este ano, com a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o fluxo de turistas estrangeiros crescerá de forma significativa, aumentando o risco de introdução de pragas de vegetais e doenças de animais.

“Os cães farejadores se mostram eficientes na inspeção de bagagens de passageiros nos principais pontos de ingresso no país, como portos, aeroportos e fronteiras. Além disso, eles contribuem para melhorar a imagem das instituições que os utilizam por terem forte apelo carismático junto à população”, ressalta a médica veterinária e fiscal federal agropecuária Diana Côrtes.

O animal é treinado para farejar bagagens acompanhadas ou desacompanhadas no desembarque internacional do aeroporto e os mais diversos odores de produtos agropecuários. O material apreendido é inutilizado na frente do proprietário e vai para incineração. De acordo com o Ministério da Agricultura, por ano são apreendidas 150 toneladas de produtos agropecuários no país.

“Já verificamos em produtos apreendidos a presença de M. bovis e Brucella, dois agentes causadores de zoonoses graves no homem, como tuberculose e brucelose”, assinala Diana.

A fiscal lembra também do caso da peste suína africana, que chegou ao país através da refeição de bordo de avião. Os restos de comida eram entregues a um produtor de suínos. E assim a peste se disseminou no país.

O uso de cães como ferramenta de detecção de objetos, substâncias entorpecentes, explosivos e de resgate de pessoas é reconhecido em todo o mundo. Países como os Estados Unidos, Chile, México, Austrália, Nova Zelândia já utilizam, com sucesso, esses animais na fiscalização agropecuária.

Faro e carisma

A raça labrador retriever foi escolhida pelo faro apurado e por apresentar aparência amigável, característica fundamental em ambientes movimentados, como um terminal internacional de passageiros. Durante o trabalho, o cão é acompanhado o tempo inteiro pelo fiscal agropecuário.

O primeiro cão de detecção do Mapa foi treinado pelo médico veterinário Gustavo Jantorno.  O plano estratégico do Grupo de Trabalho de Cães de Faro, do Ministério da Agricultura, prevê a distribuição de 14 equipes formadas por um cão e seu condutor para 11 unidades do Vigiagro ao longo dos próximos quatro anos, em diversos aeroportos do país.

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV com informações do Mapa