12 de agosto de 2016

A partir de agora, o Brasil poderá vender embriões bovinos in vitro para o Paraguai. O Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal paraguaio aprovou o Certificado Veterinário Internacional, que possibilita o comércio do material genético. O documento que atesta a origem dos embriões brasileiros foi elaborado pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Essa decisão é o reconhecimento do trabalho do ministério em garantir os requisitos sanitários exigidos para produção nacional e pelos países importadores. Também representa um selo de qualidade dos centros brasileiros de produção de embriões bovinos”, diz a diretora substituta do DSA, médica veterinária Valéria Burmeister.

O Brasil é o maior produtor mundial de embrião bovino in vitro, com uma produção anual em torno 320 mil unidades, o que representa cerca de 50% do mercado mundial. O país já exporta esse tipo de produto para Botswana, Costa Rica, Etiópia e Moçambique. A produção in vitro de embriões (PIVE) consiste na fertilização em laboratório e permite a multiplicação rápida de bovinos de corte e de leite com alto padrão zootécnico.

Mercado de material genético

Para a abertura de mercado de material genético como sêmem e embriões, o Mapa vem fazendo um trabalho de prospecção de mercados, junto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ). “Como fruto desse trabalho, conseguimos recentemente a abertura de mercados como República Dominicana, Costa Rica, Etiópia e Moçambique”, informa o coordenador substituto de Trânsito e Quarentena Animal do DSA, Rodrigo Padovani.

O Brasil está em 20º lugar no ranking global de exportação de embriões e sêmen. Segundo Valéria Burmeister, por ter um rebanho de alto valor genético, “o país tem grande potencial para ampliar as vendas externas sobretudo aos países da faixa tropical”.

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV com informações do MAPA