No último mês, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) foi avisado sobre o uso indevido de registro profissional de uma médica-veterinária. Ela relatou ao CRMV-RJ ter sido surpreendida por um mandado de condução para prestar esclarecimentos na delegacia, devido a uma investigação em curso sobre exercício ilegal da profissão. Seu registro profissional vinha sendo usado, indevidamente e sem o seu conhecimento, por um auxiliar veterinário.

A médica-veterinária não teve documentos perdidos, roubados ou furtados. Ela só soube o que ocorria quando recebeu a comunicação da Polícia Civil. A profissional desconhecia tanto o falsário quanto a clínica veterinária na qual seu número de CRMV era utilizado.

Ao contrário de um caso de perda, roubo ou furto, no qual o profissional está ciente do perigo que corre ao ter seus documentos em mãos erradas, é impossível prever quando um falsário vai se apoderar do número de registro profissional indevidamente. No entanto, tão logo tome ciência do fato, o profissional registrado deve comunicá-lo ao Conselho Regional no qual está inscrito, para que qualquer irregularidade cometida pelo fraudador não gere consequências a quem foi lesado. Antes, no entanto, caso a polícia ainda não esteja ciente, a primeira providência é efetuar o registro de ocorrência na delegacia policial mais próxima.

A falsificação ou uso indevido de identidade profissional pode comprometer a credibilidade do profissional, gerar processos éticos e até a perda do registro. Por isso, após a comunicação às autoridades policiais, é fundamental entrar em contato com o CRMV, o mais rapidamente possível, de modo que o Sistema CFMV/CRMVs seja alertado.

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Fonte CFMV