O segundo maior abatedouro de aves caipiras da Paraíba, no bairro do Mutirão em Monteiro, um empreendimento apoiado pelo Governo da Paraíba, via Projeto Cooperar, e pelo Banco Mundial, será submetido a um teste na presença de técnicos do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) nesta terça-feira (12). O abate técnico ocorrerá às 9h e, caso seja aprovado, o empreendimento ganhará certificação, podendo vender sua produção, estimada em 300 aves/hora, no mercado estadual.

A certificação de qualidade concedida aos produtos de origem animal possibilita a comercialização dos produtos em âmbito estadual, porque está dentro dos padrões que preservam a saúde dos consumidores. O projeto apoiado pelo Governo do Estado por meio do Cooperar e do Banco Mundial tem prognósticos de abater e processar, em 180 dias, 600 aves por hora.

O abatedouro está situado numa área de 2.570 metros quadrados e beneficiará diretamente 117 famílias de 24 comunidades rurais.

O empreendimento tem uma área construída de 500 metros quadrados, que também abrigará um anexo com sala para a administração do empreendimento, vestiário, cantina e área para inspeção dos produtos.

Segundo o coordenador do Projeto Cooperar, Roberto Vital, o subprojeto de avicultura alternativa em Monteiro causará impacto socioeconômico positivo na agricultura familiar de Monteiro e dos demais municípios da região do Cariri Ocidental.

Segundo a diretoria da associação, a produção anual de aves é de 270 mil cabeças, mas com o abatedouro, a perspectiva é dobrar a produção até o final deste ano.

O processo de produção primária avícola será gerido pela Aval, enquanto que o abate, beneficiamento, embalagem e distribuição serão feitos pela Cooperativa de Avicultores de Galinha Caipira e Agricultura Familiar do Estado da Paraíba Ltda (Coopeaves).

A veterinária Mariana Pereira, do SIE, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), informa que para receber o selo, os estabelecimentos precisam cumprir uma série de etapas estabelecidas por legislação específica e, após a certificação, em caráter permanente, os técnicos realizam inspeções para checar os padrões de qualidade que devem ser praticados desde a recepção dos animais até a embalagem e acondicionamento da carne. “A legislação determina que todos os abates devem ser realizados com a presença de um veterinário oficial do serviço”, lembrou.

Mariana destacou que isso confere a garantia da qualidade do alimento que vai à mesa do consumidor, isento de patologias. Além disso, ela lembrou que as aves passam por rigoroso processo de inspeção desde a origem, pois os animais que serão abatidos só podem circular livremente com a Guia de Trânsito Animal (GTA), emitida pelo serviço veterinário oficial (Defesa Agropecuária) e também por veterinários credenciados. “Esse documento oficial garante a rastreabilidade dos animais do campo até a mesa do consumidor, garantindo um alimento saudável, no caso das aves”, disse.

Secom PB
Publicado por: Flavio Pinto