O Dia Mundial da Segurança dos Alimentos é celebrado no dia 7 de junho. Neste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) quer chamar a atenção e inspirar ações que ajudem a prevenir, detectar e gerenciar os riscos de origem alimentar, contribuindo para a segurança alimentar, saúde, direitos humanos, prosperidade econômica, agricultura, acesso a mercados, turismo e desenvolvimento sustentável.

Para lembrar a importância dessa data e reconhecer o trabalho dos profissionais envolvidos na produção de alimentos de origem animal, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publica texto escrito pelo tesoureiro, José Maria dos Santos Filho, que é referência na área de Inspeção e Vigilância Sanitária dos Produtos de Origem Animal. Boa leitura!

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José Maria dos Santos FilhoAlimentos são complexos emaranhados de componentes químicos com potencial para suprir, parcial ou totalmente, as necessidades da produção de energia e construção de tecidos dos animais, inclusive humanos.

Ocorre que, além da capacidade de nutrir, para cumprir seu papel no pleno desenvolvimento do organismo, os alimentos também devem ser seguros, ou seja, estar totalmente inócuos (bastante difícil) ou muito próximos dessa inocuidade. Para tanto, muitas ferramentas de controle sanitário foram desenvolvidas, ao longo do tempo.

Não obstante as práticas de controle de qualidade em alimentos já fossem empregadas desde épocas remotas, como, por exemplo, nas sociedades assírias, gregas e romanas, com o passar do tempo, o avanço da ciência e da tecnologia possibilitaram o melhor conhecimento das matérias-primas e seus processos de obtenção, manipulação e conservação, os quais, de maneira positiva, possibilitaram mais garantias sanitárias para os consumidores.

A mais acurada caracterização de substâncias físicas, químicas e biológicas com potenciais riscos contaminantes para os alimentos, hoje já bem definidas, possibilitou a criação de estratégias de controle sanitário mais rígidas. Aqui, cabe ressaltar o eficiente trabalho dos médicos-veterinários nos Serviços de Inspeção e Controle de Qualidade dos Produtos de Origem Animal, atestando a qualidade sanitária desses produtos. Esse modelo passou a contar com inúmeras possibilidades, das quais, mais recentemente, ganharam destaque as ferramentas de controle de qualidade, tais como Boa Práticas de Fabricação, Análise de Perigos e Pontos Críticos e Controle, Procedimentos Padrão de Higiene Operacional, Organização Internacional de Normatização (ISO) e outros.

A proteína de origem animal é um dos pilares da alimentação humana, promove grande movimentação econômica entre países, dentre os quais o Brasil de destaca. O mercado internacional é exigente e preocupa-se, também, com a sustentabilidade e o bem-estar dos animais. Para garantir o alimento de qualidade, contamos com a contribuição do zootecnista, profissional que atua com as técnicas de manejo alimentar, levando os rebanhos a produzirem mais, com mais qualidade e em menos tempo.

Os organismos internacionais, como FAO/ONU, criaram programas de segurança em alimentos que têm possibilitado acesso a produtos cada vez mais seguros pelas populações. Esse trabalho é de extrema importância, pois o alimento é considerado uma necessidade fundamental do homem. Seu consumo deve ser exclusivamente para suprir necessidades nutricionais, nunca para aportar substâncias que promovam desequilíbrios orgânicos, sob qualquer aspecto.

A alimentação segura depende, diretamente, da produção de alimentos seguros, que constroem os sustentáculos do desenvolvimento humano. Tudo isso valida o necessário reconhecimento a essa data comemorativa pelo Dia Mundial do Alimento Seguro.

Assessoria de Comunicação do CFMV