Sempre atento às questões de equidade de gênero, principalmente no que se refere à participação das mulheres no mercado de trabalho e nos conselhos profissionais, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) lembra da relevante atuação de médicas-veterinárias e zootecnistas trabalhadoras, e celebra o 1º de maio sob a perspectiva de duas profissionais das áreas.

Seja no campo, nas clínicas, nas indústrias, no trabalho administrativo ou político, elas não medem esforços para valorizar as classes. Os números confirmam a importância e influência delas no mercado de trabalho. Existem atualmente mais de 92.031 médicas-veterinárias e zootecnistas registradas nos conselhos, o que corresponde a 49,26% do total de profissionais inscritos.

Um exemplo de força e determinação é a médica-veterinária Therezinha Bernardes Porto. Ela atua na Gerência de Certificação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e é conselheira efetiva do CFMV. Sempre otimista e respeitada pelos colegas de trabalho, a mineira Therezinha considera que os cenários nacional e internacional, nas últimas décadas, tiveram um avanço nos campos tecnológico, social, econômico e político. “A cada dia surgem novos desafios, pois a sociedade tem mais acesso à informação e a demanda por alimentação segura aumenta também. Nesse contexto, apesar de muitos avanços, as mulheres ainda precisam romper com paradigmas. Por que os desafios impostos a nós, mulheres, sempre foram enormes quer no campo pessoal ou profissional”, afirma.

Para a conselheira, “a médica-veterinária tem desbravado novos caminhos para assumir posições nos mais variados segmentos da ciência. Elas têm se destacado em várias áreas, como inspeção de produtos de origem animal, defesa sanitária animal, docência, clínica de grandes animais, laboratórios, gestão pública e privada, vigilância sanitária, extensão e pesquisa, animais silvestres, responsabilidade técnica, engenharia genética, saúde pública, e assim por diante”, explica.

Mas não é só no dia a dia da profissão que elas atuam “a médica-veterinária também está presente nas associações e representações de classe, trabalhando em prol da profissão, em sua valorização ”, complementa Therezinha.

Outra mulher que se destaca no meio profissional é a zootecnista Ana Cláudia Ambiel, coordenadora do curso de Zootecnia da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e presidente da Comissão Nacional de Ensino de Zootecnia do CFMV (CNEZ/CFMV). Ela apresenta dados do relatório do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), do Ministério da Educação (MEC) de 2016, “Naquele ano, 54% dos concluintes em Zootecnia no Brasil eram mulheres. Em 2004, esse percentual era de 41%. Hoje deve ser maior “, divulga.

Ambiel diz que os números também não negam as tendências do mercado de trabalho. “Algumas empresas preferem contratar exclusivamente zootecnistas do gênero feminino. As mulheres são muito bem-vindas em todas as áreas, sobretudo, nas equipes técnicas, na gestão, nos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), no controle dos processos e da qualidade de produtos e serviços e também no empreendorismo”, exemplifica.

Para Ambiel, a mulher apresenta características peculiares que a coloca em outra perspectiva como “senso de organização, preocupação com os detalhes e criatividade – qualidades que se encaixam perfeitamente às novas exigências do mercado. O modelo de produção animal no Brasil mudou, hoje é muito mais tecnificado, e a mulher zootecnista está dentro desse novo processo de produção”, opina.

1° de Maio

O Dia do Trabalhador é uma data conhecida mundialmente, em razão do significado a ela atribuído. O CFMV parabeniza a todos os trabalhadores pela data de hoje, homens e mulheres de todas as profissões, e reconhece a importância dos profissionais médicos-veterinários e zootecnistas na saúde humana, animal e ambiental.

Parabéns aos trabalhadores do Brasil e do mundo que contribuem para um futuro melhor e mais justo.

Diretoria do CFMV

 Assessoria de Comunicação CFMV