Em 1º de junho se comemora o Dia Mundial do Leite, o alimento mais consumido do mundo. A diversidade e o notável valor nutricional do leite permitem que ele seja processado e consumido em todas as culturas de diversas maneiras, seja no seu estado líquido original, em pó ou na forma de derivados como o queijo, o iogurte e a manteiga. Nesta data, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) destaca a importância desse produto de origem animal para a sociedade, e enfatiza o papel do médico veterinário e do zootecnista para a produção desse alimento.

Os dois profissionais trabalham juntos para garantir a produtividade, o bem-estar e a sustentabilidade da produção de leite no país. O zootecnista atua coordenando os sistemas de produção, além de atuar no melhoramento genético e na nutrição dos animais.

Já o médico veterinário está presente também no restante da cadeia produtiva, cuidando da saúde dos animais e trabalhando pela inocuidade dos alimentos até o momento em ele chega ao consumidor. Ele tem papel decisivo na criação dos animais, nas análises, nos programas de biosseguridade, e na inspeção do alimento. Toda empresa que produza, manipule, transforme ou embale o leite precisa ser inspecionada e acompanhada pelo profissional.

A data comemorativa foi definida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) como uma forma de reconhecer a importante contribuição do setor leiteiro para a sustentabilidade, o desenvolvimento econômico, o sustento e a nutrição mundiais.

Dados

O levantamento da pesquisa trimestral de leite feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no início de 2018, os resultados do ultimo trimestre de 2017 e o volume de leite captado pelos laticínios brasileiros entre outubro e dezembro totalizou 6,44 bilhões de litro, representando 3,2% a mais que no mesmo período de 2016.

Depois de dois anos em queda (2015 e 2016) o volume de leite aumentou. A queda nos custos de produção e o clima mais favorável em 2017 colaboram com este cenário de aumento da produção.

Na prática, 2017 fechou com captação de  24,12 bilhões de litros de leite, 4,1% a mais que em 2016.

Bem-estar

É o médico veterinário que atua na prevenção de problemas sanitários que podem afetar a qualidade do leite, determina o tratamento ideal no caso da transmissão de uma doença em um rebanho, pode apontar as melhores soluções para problemas de performance dos animais, é habilitado para prescrever medicamentos e é capacitado para agir em uma situação de emergência ou que exija o procedimento da eutanásia.

Essas ações estão enumeradas no Guia de Bem-estar Animal na Produção de Leite da Federação Internacional de Laticínios (IDF, na sigla em inglês), que lista as medidas que devem ser tomadas para assegurar que os animais tenham suas necessidades atendidas no processo de produção. “Médicos veterinários são profissionais capacitados para atuar na saúde animal, e as suas recomendações devem ser consideradas em todos os aspectos do manejo animal. Permitir que pessoas não-qualificadas tratem os animais pode resultar em diagnósticos e tratamentos incorretos”, esclarece o guia.

O guia também ressalta a importância das Cinco Liberdades animais, e identifica cinco áreas principais que devem ser consideradas na implementação de sistemas de qualidade que visam o bem-estar animal. São elas: a nutrição e a água; as condições ambientais; as práticas de pecuária; os cuidados com a saúde; e o manejo eficiente e seguro do gado (stockmanship). O documento, produzido com base nas recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), pode ser acessado aqui.

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Fonte CFMV