14 de outubro de 2016

Por Flávia Lôbo

O consumidor moderno demanda, cada vez mais, por produtos com menor impacto ambiental, maior qualidade e a custos acessíveis. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) indicou o Brasil como o grande produtor de alimentos necessários para abastecer o mundo, responsável por cerca de 40% para garantir a segurança alimentar global.

Para que o Brasil consiga atuar como protagonista neste cenário mundial, o médico veterinário tem um papel primordial no processo de produção dos alimentos. O profissional atua na “porteira” da fazenda, com seus conhecimentos em genética, alimentação, manejo, reprodução e saúde animal; no transporte; no processo de industrialização das matérias primas; e na fiscalização. Tudo para garantir que o produto final seja de qualidade e seguro para consumo.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), no primeiro semestre de 2016 (janeiro a junho), o faturamento com as exportações de carne bovina brasileira atingiu mais de US$ 2,8 bilhões. No período, foram embarcadas mais de 736 mil toneladas de carne. O resultado, em comparação com o mesmo período do ano passado, registrou aumento de 1,3% em faturamento e de 12% no volume exportado este ano.

O setor de aves e suínos, segundo a ABPA, navega na mesma direção. A produção de carne de frango brasileira, por exemplo, é a segunda maior do mundo, superada apenas pelos Estados Unidos.  São mais de 13 milhões de toneladas produzidas anualmente. A carne de frango é a mais consumida pelo brasileiro, em torno de 43 quilos per capita/ano. No mercado internacional, somos líderes absolutos, com quase 40% de tudo que é exportado no mundo.

O setor de suínos também caminha para o crescimento. São 3,6 milhões de toneladas produzidas anualmente, com exportações de 555 mil toneladas para mais de 70 países.  O Brasil é o quarto maior produtor e exportador global. No mercado interno, o país é a terceira proteína mais consumida pelo brasileiro, com 15 quilos per capita por ano.

Para Francisco Turra, presidente da ABPA, a tecnologia e a ciência empregadas no processo de produção têm na Medicina Veterinária e  Zootecnia seus alicerces.  “O Brasil é um país reconhecido internacionalmente graças à sanidade da produção e à qualidade de seus produtos, resultados diretos da genética, da ambiência, da qualidade nutricional e todo o manejo ao campo, e entre tantos outros pontos da produção onde os profissionais de veterinária e zootecnia são os principais destaques”, diz Turra.

Portanto, cada vez mais os serviços veterinários têm se tornados essenciais e vitais para a Saúde Única – humana, animal e meio ambiente. O surgimento de novas doenças e a resistência a muitos medicamentos e produtos veterinários, em particular aos ectoparasitas, são um dos grandes desafios para produção, especialmente nas regiões tropicais.

Turra afirma que a manutenção da posição mundial brasileira reside na conservação de ‘status’ sanitário do Brasil. “Este é nosso grande diferencial e nosso grande patrimônio, que precisamos manter a todo custo.  O país é hoje livre de Influenza Aviária, de Peste Suína Clássica, de Diarreia Suína Epidêmica e tantas outras enfermidades que afetam todos os grandes produtores”, celebra.

O Dia Nacional da Pecuária é comemorado todos os anos em 14 de outubro. Nesta data, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) parabeniza todos os profissionais envolvidos na cadeia de produção da pecuária: produtores rurais, industriais, empresários, empregados, médicos veterinários e zootecnistas.

Parabéns! Vocês contribuem para que o Brasil se destaque no mercado mundial e para que o país possa ser o grande colaborador na segurança alimentar das nações!

 

Sobre a Pecuária

A pecuária é considerada um conjunto de técnicas utilizadas e destinadas à criação e reprodução de animais domésticos com fins econômicos, que são comercializados e abastecem o mercado consumidor. São atividades ligadas à criação de gado como bovinos, caprinos, suínos, bubalinos, equinos, aves, entre outros. O setor também produz importantes matérias-primas que abastecem as agroindústrias, como o couro e a lã.

Dentre as muitas fontes de renda derivadas da pecuária destaca-se a produção de carne, leite e ovos. A carne exerce a principal função na produção agroindustrial, nesse sentido os animais consumidos são: bovinos, suínos, bufalinos, ovinos, caprinos e galináceos ou aves em geral.

A segunda importante produção está ligada à produção leiteira, nesse caso são derivados de bovinos, bufalinos, ovinos e caprinos, o terceiro tipo de produção mais importante é a de ovos, provenientes da criação de galináceos e por último os animais de montaria (eqüinos, muares e asininos).

Especialização produtiva na criação animal:

– Pecuária de corte (criação de bovinos destinados à produção de carne)

– Pecuária de leite (criação de bovinos e outros animais destinados à produção de leite)

– Pecuária de lã (criação de ovinos ou caprinos que fornecem lã)

– Eqüinocultura (criação de cavalos)

– Suinocultura (criação de porcos)

– Avicultura (criação de aves)

– Cunicultura (criação de coelhos)

– Apicultura (criação de abelhas)

– Piscicultura (criação de peixes).

A atividade pecuária está dividida também de acordo com o nível tecnológico empregado na produção, nesse sentido existe a pecuária extensiva na qual os animais vivem soltos em extensas áreas, sem maiores cuidados, e o índice de produtividade é baixo. Na pecuária intensiva os animais são criados em cocheiras e se alimentam de rações balanceadas, destinadas a aumentar a produtividade, além de receber cuidados veterinários e sanitários, os planteis (animais de boa raça) são selecionados a partir do interesse de produção.

 

Fonte Assessoria de Comunicação CFMV