I Seminário Nacional sobre o papel do médico veterinário e zootecnista na Área Ambiental destaca papel dos profissionais na Saúde Única

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I Seminário Nacional sobre o papel do médico veterinário e zootecnista na Área Ambiental destaca papel dos profissionais na Saúde Única

Durante a abertura do I Seminário Nacional sobre o papel do Médico Veterinário e Zootecnista na Área Ambiental, hoje (7/6), em Cuiabá (MT), o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, ressaltou a importância dos médicos veterinários e zootecnistas atuarem de forma multidisciplinar e dentro do contexto da Saúde Única. O evento segue até amanhã (8/6).

“Nada se resolve de forma unilateral, é preciso unirmos conhecimentos dentro de nossas profissões para não só aumentar a produtividade animal, mas também para que a proteína produzida não contamine os consumidores e o meio ambiente”, afirmou Arruda.

O Seminário é promovido pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), com apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado de Mato Grosso (CRMV-MT) e tem como tema a atuação profissional e o respeito aos biomas, considerando que três biomas brasileiros estão representados no estado do Mato Grosso: a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal.

O presidente do CRMV-MT, Verton Marques, destacou que o evento é uma forma de demonstrar a importância dos biomas e mostrar que é possível conciliar a produção com a sustentabilidade ambiental. “Queremos melhorar essa cadeia e sensibilizar médicos veterinários e zootecnistas que não sabem de que forma fazer isso”, diz Marques.

Impactos na Saúde Única

No primeiro dia do Seminário, o integrante da Comissão Nacional de Meio Ambiente  (CNMA/CFMV), Heitor David Medeiros, abordou a relação entre o meio ambiente e saúde e a influência das mudanças climáticas nas zoonoses.

“Os recentes surtos de vírus demonstram a importância das doenças emergentes em todo o mundo e o papel dos serviços veterinários na prevenção, diagnóstico e monitoramento”, ressaltou.

O médico veterinário também ressaltou a importância de uma atuação multiprofissional nas equipes de saúde. “Precisamos de profissionais com clareza de conceitos para que entendam facilmente de que maneira cada um pode atuar conjuntamente para enfrentar os problemas que possam surgir”, afirmou Medeiros.

A também integrante do CNMA/CFMV, Elma Polegato, discutiu os resíduos de serviços de saúde animal.Os resíduos são os resultados das atividades exercidas com atendimento à saúde humana e animal e que precisam de processos diferenciados e tratamento prévio.

Segundo ela, a mudança de postura dos produtores em relação aos resíduos pode gerar economia de custos e evitar prejuízos.  “A boa prática do manejo de resíduos dentro dos estabelecimentos minimizam a geração de resíduos e visa preservar o meio ambiente, a saúde pública e os trabalhadores”, explicou Polegato.

Os impactos das alterações climáticas para a saúde pública foram tema de apresentação da presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV/CFMV), Sthenia Amora.

“Deve-se olhar a saúde de forma ampla, por traz do indivíduo doente, de forma coletiva e não pontual. Não adianta trabalhar de forma curativa sem alterar as condições que favorecem as ocorrências”, explica Amora.

Segundo ela, o objetivo é tentar minimizar os efeitos que alterações climáticas trazem para a saúde e o ambiente. “No contexto da Saúde Única, o que esperamos é que nossas reflexões e discussões saiam do foco primário e se voltem para o entorno, para que com o equilíbrio do ambiente também seja alcançado o equilíbrio da saúde das populações”, finalizou.

Empregos verdes

O advogado e zootecnista João Paulo de Miranda, professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT),  falou sobre os Empregos Verdes, termo criado pela Organização Internacional do Trabalho para definir atividades que contribuam para a redução do impacto ambiental a níveis considerados sustentáveis. Miranda abordou áreas de atuação dos empregos verdes relacionadas aos médicos veterinários e zootecnistas e seus potenciais de crescimento.

“Esses empregos surgem com o desafio das mudanças climáticas, de proteção ao meio ambiente, dentro da ideia de um trabalho decente, com dignidade e bem-estar”, ressaltou.

Outros temas

O primeiro dia do Seminário  também contou com palestra do representante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema-MT), Maurício Philipp, sobre a situação atual e perspectivas do REDD+, ou seja, a redução de emissões provenientes de desmatamento e degradação florestal.

Também da Sema-MT, a médica veterinária Danny Franciele Moraes apresentou a situação atual e perspectivas de gestão da fauna em Mato Grosso, de acordo com a Lei Complementar nº 140/2011.

O zootecnista Julio Cesar Rodriguez, da InvestVerde Ações Agroambientais, explicou sobre a auditoria ambiental, incluindo as habilidades e competências que o profissional deve ter, treinamentos e capacitações.

Fonte Assessoria de Comunicação do CFMV

2016-06-08T16:34:19+00:00 08/06/2016|Notícias|
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